Dancing with myself

Obrigada por vir me visitar, volte sempre. Gabi Pagliuca

3

de
setembro

e no seu apartamento!

Inútil é perder sua tarde inteira correndo atras de um presente pro seu namorado e no fim de tudo, ele terminar com você logo depois que você dá o presente toda empolgada.

Inutil é você viver uma vida inteira economizando pra comprar um carro, e quando você consegue comprar, um bêbado na estrada acerta ele e dá PT, e o seguro só cobre metade!

Acho que futilidade está ligada a injustiça. Você ter um computador com internet rápida é inútil, por que enquanto você tem acesso a essa ternologia, pessoas estão morrendo de fome.

Enquando você não tem nenhum namorado, há pessoas que não fazem questão de namorar e acabam namorando todo mundo de uma vez só!

Futilidade é poder conhecer o mundo mas não saber como ensinar uma pessoa a ler e a escrever.

11

de
agosto

Meu primeiro grande sonho.

Parte 1

       Nunca desista de um sonho… se vc não achar em uma padaria, tente em outra! É o que eu já li em nicks no MSN, perfil no Orkut, botecos e propagandas mas, o que parecia ser uma coisa banal, uma simples frase de caminhão, pode ter um grande significado. Mas de onde vem e até onde vai esse sonho? Até onde você pode (e quer) chegar? O que você tem que fazer pra conquistar o que você quer? O que está disposto a fazer por isso? 
       Quando eu via esse tal de sonho nos olhos e no coração das pessoas, eu tinha tanta vontade de ser igual, de ter um sonho, mas nunca tive. Quer dizer, acho que até pouco tempo atrás, meu único sonho era conseguir ter um sonho, ele não precisava ser grande, de marca, vermelho, nem mesmo precisava ser imediato e instântaneo, muito menos utópicos, precisava ser um sonho intenso.
       Esse meu "sonho" não me deixava ir a lugar algum, esse meu sonho de ter um sonho me fazia ficar de pé, com uma mala pronta, só esperando que ele aparecesse de repente e me levasse pra um outro mundo, mas ele nunca vinha… E eu nunca dormia satisfeita. Então, começou: primeiro foi minha mãe, realizou seu sonho, com muita batalha e perseverança, depois meu irmão mais velho foi buscar o sonho dele e levou os meus outros dois irmãos, para apoio moral e força física. Depois minha irmã, que chorou, se descabelou, cantou, riu, fez de tudo para conquistar um espaço onde ela queria, e eu pensando por que eu era a única que não conseguia realizar um sonho (no meu caso era ter um sonho)?
       Mas eu não tinha sonho, quer dizer, agora eu tenho, por que eu me dei conta que eu tenho vontade de evoluir, de pegar técnicas, de ter conhecimentos suficientes para poder escrever sobre tudo e mais um pouco, tenho o sonho de escrever e que todos pudessem ler, pois ninguém escreve pra ninguém ler (só no caso de diários e afins). Sim, estou praticamente decidida que eu quero fazer faculdade de jornalismo, fazer um bom curso e me esforçar para recuperar o tempo perdido, aquele tempo que eu andei sonhando em ter um sonho!
       Não posso negar: agora que eu tenho um sonho eu estou um pouco insegura sobre o que fazer com ele, mas talvez até seja normal ter essa incerteza, por enquanto. Eu acho que eu já dei dois passos pra frente e muito importantes contra essa insegurança (esse blog e inscrevê-lo no concurso da revista Capricho) mas eu estou com medo de falhar, medo que de repente esse sonho seja frustrado ou simplesmente da noite pro dia se dissolver na minha mão como uma pedra de areia e não conseguir fazer nada contra isso. 
       Da onde vem esse sonho? É a jornada de uma menina sem sonhos para uma mulher com sonhos e ao mesmo tempo com os pés no chão e decidida. Tudo começou em novembro do ano passado, quando uma professora de português chegou na escola para dar um curso com umas cinco ou seis aulas (chamadas de Laboratório de Redação) para alguns alunos somente, os alunos que foram "convidados". No primeiro encontro lemos um pouco e a professora pediu para que terminássemos o texto que ela passou do nosso jeito, usando nossa criatividade, fiz o que ela pediu e fiquei tranquila, mas nada em especial. Na outra semana, na aula, ela nos deu uma apostila explicando as regras e como se construia uma crônica, e era pra gente fazer uma crônica seguindo os padrões escritos lá, sobre qualquer coisa, real ou não, mostrei pra ela uma prévia, um rascunho, ela leu e achou interessante, apontou alguns erros mas disse que uma passagem foi bem escrita por que dava ênfase a crônica (algo assim, sem aquela frase, a crônica não estaria completa!), levei pra casa, e fui escrever o que faltou.
       Na outra semana eu não compareci a aula mas pedi a uma amiga que entregasse a "Congraçando"  para a professora, por não ter ido na aula, não ouvi nenhum comentário sobre o resultado do meu trabalho nem li nenhuma redação dos meus colegas naquela semana! Na outra semana, a professora me entregou a redação corigida e com uns 8,5 de nota (ok, pra mim 8,5 é muita coisa!) ela me parabenizou, disse que estava muito bem feita e queria uma cópia e ainda mais: disse que se não tivesse visto eu fazendo o rascunho, ela ia achar que eu peguei da internet. Foi a segunda coisa mais legal que eu ouvi sobre o meu pseudo-talento na minha vida, só não foi a primeira coisa por que meu amigo deixou um comentário no meu blog muito mais legal, ela fica com o segundo luga, mas eu fiquei feliz de ter escutado aquilo da professora, isso por que pra mim, eu havia sido convidada para participar desse laboratório exatamente por NÃO saber escrever (grande dúvida eterna na minha vida: o motivo de eu ter sido convocada).
       Todas as portas pra esse caminho pareciam estar fechadas pra mim, o caminho de escrever, mas de repente, eu mostrava pras pessoas, e elas gostavam, me elogiavam, e eu via uma energia positiva em minha direção, algo chegando cada vez mais próximo e um sonho, como se fosse um feto, nascendo. Eu estava quase conseguindo o meu sonho de ter um sonho.

11

de
agosto

parte 2

      Meses se passaram, as pessoas continuavam a elogiar o Congraçando, mas eu não tinha nada em mente pra poder sustentar esse sonho que começou a se nascer, então ele foi se fechando e um dia, de repente, depois de ver que o sonho que mal tinha começado a se formar estava indo embora e somente por que meu estado emocional não estava bom, então eu resolvi escrever. Abri minha agenda e fiz uma história de um cara normal e uma menina não tão normal assim (igual a mim), ele era apaixonado por ela, e eram amigos, e um mistério/drama/romance envolviam os dois. Foi sem querer, sem técnica, sem experiência, foi um texto triste refletindo, talvez, o que meu estado de espírito, e um texto cansativo de se escrever e ainda mais de se ler. Um estilo crônica sem muitas regras e sem roteiro, uma tentativa de ter tanto sucesso quanto a primeira, mas "Ablaçar" não teve a mesma sorte. Não tive muito público, não acho que foi um trabalho mal feito, mas acho que ficou um pouco repetitivo e deixou de ser novidade, era apenas um texto de autoria de uma menina sem técnicas e que falava da mesma coisa de sempre.
      Mas eu não desanimei quando eu vi que o resultado não foi o mesmo, gelei por uns tempos, mas tudo na minha vida estava dando errado, "por que isso daria certo?" eu pensava, eu estava me perdendo, confusa e triste com o mundo. Podia parecer bobagem pra quem via de fora, mas eu não conseguia escrever um parágrafo que fosse, eu não conseguia escrever nada que não falasse de coisas tristes e depressões, fazia desenhos tristes e suicidas, vocês devem estar pensando se será relevante esses detalhes. É sim! Eu caí, cheguei lá no MEU fundo do poço, mas eu consegui me reerguer, por causa de um sonho (claro que não só por causa dele, mas ele me ajudou) por que no meio de todo esse colapso, eu fiz um blog (esse, por sinal) para poder escrever o que eu tivesse vontade e colocar minhas crônicas, fazia posts pequenos, com músicas, e comentários tristes sobre mim, e continuava postando no meu antigo fotolog, e quando eu menos esperava, já que não tinha muito o que escrever em um post, me inspirei em Fernando Pessoa (" grande é a poesia, a bondade e a dança…"), que eu estava estudando na época na escola, e escrevi algumas palavras sem sentido, aliás, pouca gente entendeu até hoje, gostei tanto que comecei a escrever mais meu blog que não era muito alimentado, coisas minhas ou não, novas ou antigas.
     Um mês depois dessa inspiração repentina, estava lendo a Capricho em uma viagem que eu fiz pra Andradina, para visitar meus irmãos, e eu vi um concurso que incluia um blog, alguma coisa assim, refleti bastante, afinal de contas, Andradina é um lugar calmo e sem muita coisa pra fazer, então, perguntei pra minha mãe o que ela achava, ela me incentivou. Pensei bastante e me decidi, finalmente, e descobri que se alguém quiser tomar uma decisão importante, vá para Andradina que lá terá muito tempo pra pensar nas suas opções. Em dois dias me inscrevi com um texto falando sobre Rótulos e dez dias depois eu recebi o e mail mais legal que eu já tinha recebido, eu fiquei tão emocionada, eu já havia perdido as esperanças e o prazo para a resposta estava acabando, eu fiquei tão feliz, quando eu vi o e mail "Você foi selecionada pelo Tudo de Blog" na minha caixa de entrada eu não consegui abrir sozinha, eu fui correndo pra minha mãe, a abracei muito emocinada, quase chorando de felicidade, ela veio comigo até o computador e abrimos e lemos juntas, estava tão feliz que só depois, mais tarde, eu pude tomar as devidas providências sobre o que eu deveria fazer. Eu preciso dizer que passaram milhões de coisas na minha cabeça… Será que muitas pessoas se inscreveram? Será que só se inscreveram 200 (ou pior: menos!)? Será que um dia meu texto vai ser selecionado? Mas depois nada mais me importava, eu tinha dado um grande passo e meu sonho não era mais um feto, ele já tinha aparência, voz, ouvidos e um nome: Dancing With Myself, só que agora eu não estava sozinha… e fui descobrindo que eu nunca estive!
      Eu preciso admitir que posso não ter o talendo de Puddingdlait (.blogger.com.br - que por acaso é minha chará) nem tantas histórias maliciosas, intrigantes e sensuais como as de Melissa Panarello (autora de "Cem Escovadas Antes de Dormir", li esse livro ano passado, muitas histórias). Meu estilo é falar sobre o que eu tiver vontade de falar, sobre o que eu quiser falar, com exemplos da minha experiência e tentando transformar tudo em piada, afinal de contas, já fui chamada de Pagliuaça (pagliuca+palhaça, pegou essa?! hã, hã!!), mas o meu tema favorito é o amor, o relacionamento, e adoro viajar muito quando o assunto proposto não me agrada.
     Meu medo? ih! Muitos medos! Ser clichê demais, me perder do assunto, não conseguir fontes de conhecimento (não sou a pessoa mais inteligente por aqui), falar demais e não ter quem queira ler esse muito. Minhas inspirações? Meg Cabot (autora da série "O diário da Princesa", já li uns dez livros dela, adoro e indico) e Liliane Prata (ei! eu não estou babando ovo dela só por que ela é da Capricho, ela escreve muito bem, você já leu o blog dela? E quanto à sua coluna antiga na Capricho?)
     Um dia (há uns meses atrás) minha irmã, a Josi, sonhou comigo e que eu havia publicado um livro, o nome dele era "Congraçando", nome da minha primeira crônica, e nas sacolas de uma livraria foi estampado a capa do MEU livro! Foi o sonho mais legal que alguém já pode ter tido comigo (ah! empatado com os sonhos que eu arrumo um namorado), imagina só, Congraçando por Gabi Pagliuca virar best seller? É, está mais do que decidido, quando eu lançar meu primeiro livro, ele se chamará "Congraçando por Gabi Pagliuca".
     Pode ser que tenha gente que não tenha paciência de ler o que eu escrevo, talvez não tenha (ainda) a capacidade de falar brilhantemente sobre política, religião, ciência, evolução, corrupcão e guerra, mas agora que eu já tenho um sonho intenso e verdadeiro, eu vou fazer tudo o que eu puder para conquistar leitores e para isso vou procurar competência onde quer que ela esteja, por mais profundo que esteja, eu sei que talento, eu tenho, isso tudo para eu conseguir gritar pro mundo inteiro ouvir os meus monólogos eternos sobre o amor (e o que eu tiver vontade de falar)!
     Hoje me olho no espelho e vejo uma pessoa muito sortuda, por ter um grande sonho como este, um grande e bonito sonho, que fará todas as pessoas que me amam se orgulharem de mim, um sonho que me levará para novos horizontes e novas cores, novos sonhos apartir desse, um sonho que me faz levantar da cama todos os dias, um motivo pra viver. É! Eu estava certa, desde o começo, de ter o sonho de ter um SONHO, por que é uma coisa maravilhosa você sentir o vento tocar em sua pele por algum motivo (que não é um namorado, quem me conhece, me entende).

 

8

de
agosto

Todos têm um Picles** na vida.

** Os nomes foram trocados para preservar a identidade das pessoas

Se tem uma coisa que infelizmente todos nós estamos indubitavelmente condenados a ter, é um Picles na vida. É aquela pessoa adorável que faz tudo pra você até não aguentar mais… É!! Exatamente!!! É uma pessoa que faz tudo, faz tanto, que só falta ela mastigar pra você (ecous!), o que chega a irritar! Ninguém merece uma pessoa assim, nem a pior pessoa do mundo, quer dizer, corruptos merecem, Hitler merecia, tá, pensando melhor, isso é um castigo legal pras pessoas do mal (uahuauhahuauha - eu não sou má, acho!).  
Ele parece uma sombra, um espírito atrás de nossos ombros, que a cada espirro você ouve um desejo de saúde. Não que não seja legal ouvir saúde quando você espirra, mas se o Picles escuta você espirrando lá da cozinha, ele pode escutar você falando no telefone com seu namorado e com sua melhor amiga, ele sabe o filme que você está vendo, quem frequênta a sua casa, essas coisas. É claro que esse exemplo é para quem está na sua casa (e não é seu convidado).
Há Picles que entram no seu Orkut só pra saber da sua vida, se você está namorando, se você está brigada com alguém, se está apaixonado, mexe em todas a sua página pra saber da sua vida, e depois vem comentar sobre alguma coisa e você diz "Foi eu que te contei?", e ela ainda diz na cara de pau que não foi, que viu no meu Orkut, aquelas pessoas que parecem viver pra tomar conta da sua vida, e o que você pode falar? Se tá no Orkut, é público, o mesmo pra blogs flogs e afins!
Para identificar um Picles é fácil, pois essas querem fazer de TUDO para ser seu amigo mas não conseguem (por motivos óbvios), aquelas pessoas que acham que sabe tudo de você, dá opnião na sua vida inteira, que não sabe do que você gosta de verdade mas age como se soubesse, e ainda pra fazer um "agrado" com chocolate meio amargo, crente que acertou, mas na verdade podia ter comprado um chocolate ao leite.
É claro que há várias caracteristicas, um Picles não é assim só com quem quer agradar (seja patrão, professor, ídolo…), ele é assim com todos. Ela é aquela pessoa que sempre acha que sabe de tudo, desde lavar roupa até mexer no computador. Sabe, eu não tenho preconceitos, acho que todo mundo pode saber um pouco de tudo (não literalmente, claro), mas eu sou da seguinte opinião: Picles, primeiro de tudo, se não te chamaram, não te mete, as vezes as pessoas não precisam de mais uma cabeça sem idéia só para atrapalhar, mas, se você tem a solução para o problema e quer - e pode - ajudar realmente, faça sua contribuição humildemente, nada de dar uma de impor seu jeito depois só dizer só por dizer "é o que eu penso, mas…qualquer coisa". Segundo, esses Picles podem muito bem saber de tudo um pouco, mas eu aposto que eles sabem POUCO de tudo, por que é humanamente impossível você ser bom em tudo, por exemplo, no caso a "minha" Picles, ela faz uma comida maravilhosa, tem todas as ‘manhas’ na faxina, mas, se ninguém pediu a opinião dela, por que DIABOS ela vem sugerir que eu receba o e mail de alguém, imprima e mande de volta POR E-MAIL???? Olha, ninguém é obrigado a saber como funciona essas novas tecnologias, ainda mais se não é alguém que teve oportunidades, mas, como eu já disse, se não foi chamado, não se mete, ainda mais pra falar coisas que você ignora.
Pior ainda são aqueles Picles que se sentem os melhores amigos quando fazem alguma coisa que ninguém pediu e, se acha no direito de ter créditos pra isso. Não!!! Me desculpa, isso te torna uma pesso indesejável. Faz que sua presença seja indesejável, a conversa com você se torna insuportável. Imagina quando você dá um BOM DIA e um Picles vem com um monólogo de vinte minutos por que o dia está bom, ou não.
Mas, não podemos esquecer uma caracteristica forte dos Picles, são suas intensões, que são boas, mas ela sabe sua vida inteira, então não tente fazer um post no seu blog falando mal dele e de sua turminha, mesmo mudando o nome dele, pois tenho certeza que se descobrir pode se sentir magoado, e sabe, de boas intensões o inferno está cheio, é o que dizem.
Como se livrar dele? Perdoe, mas… Não, você não se livra, pelo menos tão cedo. Você precisa superar esse mal de cabeça erguida e nariz empinado, mesmo sabendo no seu íntimo que você nunca conseguirá superar o nariz empinado de um Picles, e assim, com o tempo, o destino tirará essa cruz que você carrega, mas você pode ignorar, deixar ele falando sozinha, mas o grosso do problema, a raiz mesmo, só se vai quando seu coração estiver livre de rancor e sentimento de vingança…

Você tá com dó?? Dó é sentimento de Picles, e sinceramente, se tá com dó PEGA ELE PRA VOCÊ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vingança, eu? O que é isso? Rancor? Não, imagina, ela é um anjo… Ai, meu Deus! A quem eu quero enganar? Eu não presto mesmo! (sou má, será que eu mereço uma Picles na minha vida? Não, por favor, eu não… acho!)

2

de
agosto

Histórias de Terror.

 Não é um assunto que eu gosto de comentar, então, não saia publicando na Capricho, por favor, mas uma garota com seus dezoito anos não pode simplesmente ter medo de figuras bizarras e não conseguir dormir pensando em pessoas dizendo "não me mate, por favor!"
Eu até hoje não entendo por que as pessoas gostam de sentir MEDO, medo é tão… Desnecessário! Mas eu aposto que isso é bem relativo.
Vocês acham mesmo que eu vou dispensar um filme "garota sai de casa tropeça, derruba seus livros e um garoto lindo que passeava com seus cachorros para pra ajuda-la, trocam olhares e no fim se casam" por um filme "noite… frio… faca!!!! gritos!!!!!!!! medo!!!! MOOORTE!!!!!!!!!!", não, obrigada! Qual é?! Eu sou de peixes!!
Vocês sabiam que o primeiro filme de terror foi feito em 1919? Mas esse tipo de filme só fez sucesso mesmo nos anos 70 com O Exorcista (de 1973), que foi indicado até pro Oscar! Ou seja, já faz oitenta e sete anos que há público pra isso e há trinta e três anos estamos em um mundo que as pessoas apreciam MUITO esse tipo de coisa, por que veja bem, meu bem, se as pessoas não gostassem disso, não estaria !!87!! anos circulando por aí, e 33 anos fazendo muito, muito sucesso (amorzinho, Oscar!).
Nos filmes de terror encontramos assassinos, vários tipos de loucuras e doenças, morte (claro) mortos-vivos (!!) e até mesmo amor! O que não é totalmente ficção (menos essa história de mortos-vivos, espero!), por que em todos os filmes (desculpa, mas eu não estou dando uma informação totalmente certa do que eu estou falando, afinal de contas, quantos filmes de terror vocês acham que eu vi e me lembro? Resposta: 1) há muito sangue de pessoas inocentes (ou não tão inocentes assim), homicídios passionais, sofrimento, filhas mandando matar os próprios pais enquanto eles dormem pelo namorado e pelo cunhado, homens maus que sequestram jovens casais, matam o rapaz e maltratam moças, psicopatas que pensam que sua própria "raça" é soberana então mata as outras pessoas! Ei, mas… Nos últimos três casos, não é em filmes que eu ouvi falar disso.
Quem disse que é só nas telas de cinema e da televisão que ocorrem coisas que jamais podíamos imaginar? Eu… Eu não posso imaginar coisa pior do que o sofrimento e eu acho que é por isso que eu abomino filmes de terror, e dai que é só filme? Você já penso nas pessoas que tem ’sorte’* de serem assasinadas de uma vez, por que imagina as pessoas que além de assasinada, antes sofreu maltaratos de sei lá quem e sabe se lá que maltarados, o que pode ser bem traumatizante pra quem sente na hora, pra quem perde um ente querido e pras pessoas de uma sociedade estúpida e conrrompida com fama de "má", que sentem medo de atravessar a passarela por que infelizmente, as coisas que acontecem em filme de terror pode muito bem, de repente, estar acontecendo com você, ou com você, ou comigo (Deus nos livre!).
Na minha opnião esses filmes são terríveis, mas eu não vejo e fica tudo bem, quer dizer, menos quando eu vou no cinema com meus amigos e eles vão ver um filme desses e eu preciso ver um desenho animado sozinha, mas meu ponto é que filmes de terror podem ser bem consoladores para as pessoas que querem sair  desse mundo verdadeiro, onde coisas ruins acontecem de verdade, para que quando acaba o filme dorme em paz e diz "ah! foi só um filme, boa noite!", para aqueles que querem não pensar que serial killers existem de verdade!
Bom, existe também os filmes de espíritos e de coisas naturais, como chuva, neve, mar, gelo, fogo, meteoros e até extras terrestres, mas esses são, pra mim, angustiantes, pois é o mundo se voltando contra nós, os humanos, e não temos pra onde correr, não podemos nos esconder num porão, quer dizer, em nosso quarto com nossa mãe, por que os nazistas, digo, os extras terrestres vão te encontrar de qualquer maneira, ou o meteoro vai explodir a Terra, então acho que não gosto de ver esse tipo de coisa por que pessoas morrem, e eu não gosto de ver pessoas morrendo, nem pessoas que sofrem, por que no filme "A Guerra dos Mundos" (que não é terror), as pessoas que se escondem sofrem, angustiam, as pessoas que morrem, sofrem (não quando morrem, mas antes de morrer), no filme Titanic (que não é terror, pra gente) as pessoas ficam aguniadas desde quando o barco colide até o último minuto, até o fim da vida de uma senhora que estava lá, e eu não gosto de ver pessoas sofrendo, não gosto e me recuso a ver pessoas sofrendo se eu não posso ajudar, ah, claro, não pense você que eu sou alienada, eu vejo Jornal Nacional todos os dias (uhhh) e acompanhei as noticias sobre o caso Suzane von Richthofen na televisão e correndo atrás de notícias escritas…E daí, não? Não que eu possa mudar o mundo, mas eu não admito que um filme, uma ficção, uma agonia tão grande possa me prender a ponto de fica duas, três horas vendo isso sem fazer nada (no caso sair da sala) e não tenho sangue frio pra simplesmente aceitar que uma jovem perdeu a vida a tôa e de uma forma tão cruel e não fazer absolutamente nada (leia-se: ficar inconformada, não mudar o destino de Liana**).
Acho que a minha opnião não está muito bem explicada. Eu odeio filmes de terror e suspense por que já não basta o que eu vejo na realidade ainda tenho que ficar pensando em ficção? Na primeira e ultima vez que eu vi um filme de terror foi aos 12 anos que eu vi Premonição (o primeiro, aquele do avião) e eu não consegui dormir de noite, tive que dormir na porta do quarto dos meus irmãos. E eu odeio ver filmes de terror por que pra minha pessoa é uma coisa fora do normal que alguém possa ser tão malvada, louca, etc que possa acabar com a vida de pessoas inocentes (ou não, que se dane!). A morte é inevitável, mas a vida é o que a gente tem agora, por que ficar agonizando a única certeza que temos nessa vida? Não é melhor parar pra pensar nela (nas formas dela, pois até acho bom pensar no pós vida) só quando ela tiver acontecendo?
Eu só vou ver filme de terror, agora, se tiver alguém comigo pra me abraçar e dizer: benzinho, é só um filme, eu te amo!

"GRRR…" O Iluminado

 

** que seja talvez desnecessários:

*Deus que me perdoe, não quero dizer que ser assasinado é bom, mas entenda o que eu quero dizer.
**Liana a jovem menina linda que foi assasinada…

30

de
julho

Como é bom ter os irmãos em casa.

 

 

Eu posso dizer com toda a certeza que é, na maioria das vezes, um saco ter irmãos. No meu caso, ter os DOIS no meu ouvido o dia inteiro me dizendo o que fazer ou pior, o que NÃO fazer, é simplesmente o inferno!! Aquele jeito de irmãos mais velhos que eles têm, só que detalhe: nenhum dos dois é realmente mais velho. Um deles é meu irmão gêmeo (ok, ele é dois minutos mais velho… DOIS minutos não torna uma pessoa mais experiente que a outra, ou torna?!) e o outro é meu irmão caçula, sim, ele é mais novo e pensa que é mais velho (claro que pensa, todo mundo sempre me tratou como a caçula e ele se acostumou com isso - estou querendo tirar a culpa do meu irmãozinho -, mas quando os meninos queriam me bater na escola, ele era apenas meu irmão mais novo e não podia fazer nada!!!)

 

Eu sei que é difícil, mas eu levo nossas diferenças pelo lado positivo, por exemplo, seria muito chato se, quando eu começasse a chorar, eles ficassem tristes junto comigo, só que o que eles fazem é exatamente ao contrário: Eles me olham com cara de quem não tá gostando nada nada de me ver em lágrimas e solta alguma coisa do tipo "tá chorando por que? Alguém morreu?", o que eu morro de raiva quando eles falam esse tipo de coisa, afinal de contas, todos deveriam ter o direito de curtir sua dor em paz sem amolação de irmãos insensíveis que não choram! Detesto quando essas coisas acontecem, mas sabe de uma coisa?? Tudo isso vem acontecendo há tanto tempo que eu já tenho todo o tipo de anticorpos que eu preciso pras ações deles, e quando eles vêem me atacando eu já tenho minhas técnicas.
Mas eu estou falando muito mal deles, e esse não é o motivo de eu estar aqui hoje, eu preciso dizer que eu os amo demais, e que eu sei que eu posso conta com eles pra tudo (ah! menos quando os meninos vierem me bater!), eu sei que eles me amam (mesmo eles não admitindo). Eu sinto bastante falta deles aqui comigo, eles estão morando no interior (fora a mais velha, de nós quatro, que tá morando muito muito muuuito longe!), e quando eles vêem pra cá, e em uma ocasião que eu fui, eu adoro estar com eles, eles me fazem rir, eles me escutam - ou acho que escutam - a gente se diverte junto. Eu sei, eu sei que eu me irrito muito com os dois, mas é normal, eu acho, a casa inteira pra mim e de repente tenho que dividir banheiro, cozinha, mãe, pai, Maria, tudo com eles, mas eu não tenho mais doze anos de idade pra ter ciúme então eu arrumo outros motivos idiotas pra brigar (como as atitudes deles, qualquer coisa: AHHHHHHH RAFAEL, NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TÁ FAZENDO ISSO, VOCÊ É IDIOTA OU O QUE?). O que me faz sempre ficar com peso na conciência, por que quando eu faço coisas idiotas eles não me chamam de idiota - só quando é realmente alguma coisa idiota!
A vida é engraçada, não é? Quando temos cabelos longos, queremos curtos, mas quando cortamos queremos longos, e isso pro tipo de cabelo: liso e ondulado, essas coisas que todos nós já sabemos muito bem que chega até a ser clichê! Mas acho que não pensamos que quando moramos com nossos irmãos a gente quer jogar uma bomba no quarto deles, trancar eles pra fora de casa, jogar chiclete no cabelo deles pra eles sairem do seu quarto, só por que é irmão e irmãos tem que se irritar - será mesmo?? …e não pensamos que… depois… quando eles vão embora… a gente necessita de algum menino insensível pra pedir pra gente não chorar, a gente precisa de um cara chato pegando sua guitarra e tocando enquanto você fala no telefone, é, muitas vezes, essencial alguém cantando Counting Crows naquele banho que interdita o banheiro por quarenta minutos…

Rafa Gabi Thi - Rio de Janeiro - Agosto 2005


E eu sei bem como é isso, afinal de contas, eu não tenho só esses dois irmãos pra me enxer a paciência (opa, no bom sentido). Eu tenho dois irmãos, uma irmã mais velha (que não é tão mais velha assim) e além deles ainda tem mais quatro irmãos mais velhos (lá na casa dos trinta), e cada um está em um lugar agora, e isso me deixa triste. Me deixa lembrando de quando éramos pequenos que ficávamos na piscina de casa, quando fomos pro Cristo Redentor - Corcovado - RJ, e tínhamos uns sete, oito, oito e doze anos (cada um!)… Uma época muito perfeita que não volta nunca mais, mas que eu tenho certeza que estará dentro de todos nós e mais certeza ainda que ainda terão muitos e muitos momentos juntos ainda, mas, que me deixa um pouco triste em saber que não será um dia tão próximo esse lance de fazer coisas juntos como antigamente, e que meus pais, muito mais do que eu, sentem essa distância.
"If I could I relive those days I know the one thing that would never change", e essa coisa seria nós quatro, eu e meus irmãos juntos e amigos, e se eu soubesse que iria ser assim, eu aqui, os dois lá, e ela lá longe, no Norte, eu acho que eu aproveitaria muito mais os momentos com eles, por que nunca mais iriam voltar.
São meus melhores amigos, pessoas que eu jamais irei deixar que se percam, farei de tudo para que eles tenham as melhores vidas que alguém pode ter.
E se na maioria das vezes é um saco ter irmãos, eu posso dizer com toda certeza: Deve ser o inferno não os ter.

Thi, Rafa, Josi e Gabi  - setembro 2005

Tá aí uma música pra completar o que eu quero dizer…

Photograph
NICKELBACK

Look at this photograph
Everytime I do it makes me laugh
How did our eyes get so red
And what the hell is on Joey’s head

And this is where I grew up
I think the present owner fixed it up
I never knew we’d ever went without
The second floor is hard for sneaking out

And this is where I went to school
Most of the time had better things to do
Criminal record says I broke in twice
I must have done it half a dozen times

I wonder if It’s too late
Should i go back and try to graduate
Life’s better now then it was back then
If I was them I wouldn’t let me in

God I

Every memory of looking out the back door
I had the photo album spread out on my bedroom floor
It’s hard to say it, time to say it
Goodbye, goodbye

Every memory of walking out the front door
I found the photo of the friend that I was looking for
It’s hard to say it, time to say it
Goodbye, goodbye

Remember the old arcade
Blew every dollar that we ever made
The cops hated us hangin’ out
They say somebody went and burned it down

We used to listen to the radio
And sing along with every song we know
We said someday we’d find out how it feels
To sing to more than just the steering wheel

Kim’s the first girl I kissed
I was so nervous that I nearly missed
She’s had a couple of kids since then
I haven’t seen her since god knows when

I miss that town
I miss the faces
You can’t erase
You can’t replace it
I miss it now
I can’t believe it

So hard to stay
Too hard to leave it

If I could I relive those days
I know the one thing that would never change

é muito bom ter vocês em casa, voltem sempre, SEMPRE mesmo.

Josi, estou morrendo de saudades! Quero muito que você entre no meu quarto e deite na minha ama e comece a falar coisas da sua vida, eu prometo que eu vou parar de usar o computador nessa hora e vou prestar atenção só em você! Eu te amo muito. e não é só por que você tá longe, por que eu sempre te amei e sempre vou te amar!

 

 

p.s.: amigos são importantes, amigos são essenciais, ter amigos é necessário, mas ninguém de fora pode competir com os irmãos, afinal de contas, nenhum amigo meu, por mais amigo que seja, cresceu comigo e passou pelo o que eu passei ao meu lado. amo meus amigos, mas irmãos, serão pra sempre irmãos, e é uma pena se existe alguém no mundo que pense ao contrário.

22

de
julho

Isso tudo me sufoca.

 

Eu juro por Deus que eu gostaria muito que aquela edição sobre decepção ainda não tivesse saído, gostaria tanto de dizer pro mundo o que eu estou sentindo, e para uma certa pessoazinha, mas isso vai quando eu não tiver um trabalho pra fazer (ai! esse mundo de pessoas responsáveis, viu)…
Bom, vamos falar do que importa!


Eu, no trânsito, indo pra minha aula teórica de direlçao, com minha irmã

Vou falar do que eu penso sobre as celebridades da internet, pra ser bem sincera, é uma coisa que eu nunca parei pra pensar, afinal de contas, eu não tô nem aí para o que os outros fazem ou deixam de fazer, eu não fico vendo na internet blog, flogs e afins pra condenar ou não uma pessoa, se eu entro em uma página que não me agrada eu fecho e acabou, eu nunca vi nada demais em fazer umas fotos bonitas com os amigos, por exemplo, uma foto com o pôr-do-sol no inteior do Rio Grande do Sul, com a minha amiga, e publicá-la em meu flog, mas eu sei qual é o meu limite, há fotos e fotos. Há fotos que pegam uma parte da gente que ninguém precisa ficar olhando, ainda mais, pessoas que você nunca viu na vida. Também eu adoro quando eu entro no meu flog e tem um comentário de como essa foto está bonita. 

Acho o máximo a idéia de que os Artic Monkeys terem ficado famosos antes mesmo de lançar seu primeiro cd (whatever people say i am that´s what i am not - Deus do céu, como eu adoro essa frase!), tudo isso, graças a internet. Eu espero que esse seja o destino de uma certa banda que eu conheço um dos integrantes antes mesmo de nascer, Studio 193 (http://rock.to/studio193/), aposto como tem muitas bandas por aí tentando conquistar o seu espaço e a internet ajuda muito. Acho que todos os artistas, os que realmente têm talento, deviam ter um espaço, mesmo se for um site na internet, afinal de contas, com tanta gente nesse mundo, tem gosto para tudo aqui nesse planeta.
Espaço até para as pessoas que não estão interessadas em beleza exterior, que prezam mais o que está por dentro e não por fora, no caso, posso dizer que sou uma meio a meio. Eu gostaria de poder fazer de tudo para que os outros me escutassem, sentissem minhas palavras entrando em seus corações e penetrando suas almas, mas quem não gosta de se sentir bonita? Eu gosto! E sempre quando eu me arrumo pra sair eu tiro umas fotos (que eu sempre acho bonitas, mas eu sei que não estão tão bonitas assim!). Mas pra mim é o de menos, eu gosto de ver nos flogs da galera "PESSOAS" e não "bonecos", eu adoro quando eu entro em um flog de algum conhecido que eu encontrei por causa de uma vizinha da prima da minha amiga e encontro fotos com os amigos, deitados fazendo estrelas, rindo, numa mesa de bar, eu adoro entrar nos álbuns do orkut dessa mesma galera e ver ela e sua família, ela em alguma viagem. Meus álbuns foram sempre cheio de fotos de só amigos e família, mas eu tenho tantos amigos, que só caberiam se eu tivesse três álbuns daqueles. Então resolvi colocar só fotos minhas e da minha família, fotos engraçadas e que representam alguma coisa (quer saber detalhes sobre cada foto? Me pergunte.)!

Hopi Hari, no fim da tarde, com a Giu e a Laurinha.

Eu nunca tiraria uma foto pra colocar no orkut mostrando meu decote, ou minhas pernas, só pra ser "sexy", não gosto da idéia de ter que fazer poses para que meninos me adicionem no orkut e acabem lendo o meu post do dia! Eu prefiro fazer um desenho, escanear e postar, e avisar: galera, andei inspirada, por favor, leiam a crônica que eu fiz!
Eu nunca me importei com as coisas que eu não gosto pela intenet, acho que da mesma forma que eu escrevo o que eu quero e tem gente que não gosta, acho que tenho que respeitar, mas sinceramente, seria muito bom se fosse como antigamente, as coisas proibidas pra menores de 18 anos ficassem na banca de jornal lacrada (tá, estou exagerando, por que não acho que esse assunto seja falando de nu artístico), mas… Como diz o título desse post, isso tudo me sufoca, mas não me incomoda tanto por que eu não me importo com os que os outros fazem, se eles fazem e eu não gosto, eu me afasto.

Mas eu acho que eu posso dizer: Vocês são todas lindas! Posso dar o telefone de uma agência de modelo? Hoje em dia nem precisa ser alta pra ser modelo!
Beijos, e tchau.

p.s.: dessa vez o texto foi menos! Mas… Ainda é considerado um texto grande???

eu indo pra festa de aniversário da minha amiga, no inicio do ano (há, primeiro post desse blog fala sobre esse dia! - reparem como eu estava bonita)

leiam as crônicas que eu fiz, ou no começo desse blog ou:

Congraçando (1º)

Ablaçar (2º)

8

de
julho

Quando eu tiver 30 (e oito) anos,

onde estarei? E fazendo o que?

 


(ele não entenderia…)

São Paulo, oito de julho de 2006.
A pedido do meu superior, Sr. José Camilo dos Santos.

O que você espera que eu faça? Metas? Estão aí as minhas metas:

1 Casada, no mínimo namorando firme, muito firme quase casando
2 Se eu estiver casada, com um ou dois filhos (pra ser bem sincera quero ter filhos antes dos 25, pelo menos o primeiro)
3 Viver com minha família em um apartamento em São Paulo onde esteja próximo a parques para meus filhos crescerem brincando
4 Visitando meus pais todos os finais de semana e mais sempre que possível
5 Trabalhando em um ramo que eu me apaixone por ele
6 Ser uma profissional competente e querida
7 Convivendo ainda com velhos e bons amigos

Itens que posso muito bem dizer que comentários você irá fazer
• "Quero ter filhos antes dos 25"
• “Convivendo com velhos e bons amigos”
• “(profissional competente) e querida”

É, olha como as coisas são, eu sempre penso nas coisas que você acha ou não importantes, como por exemplo, ser querida, ter amigos e o caso dos filhos, mas esse eu vou deixar para outra discussão.
Em toda a minha vida (de apenas dezoito pequenos e frágeis anos) eu escutei de você que as pessoas entram nas nossas vidas, mas logo saem e que eu tinha que viver minha vida sozinha por que estamos pra sempre por conta própria… E eu não sei por que, eu nunca, NUNCA, concordei com você, mas eu escuto, e escuto do fundo do meu coração, pra ser sincera, eu não sei se eu entendi bem o que você quis me dizer em tantos anos, mas eu sei, que a minha interpretação não é muito diferente do que você demonstra.
Mas, de todas as vezes que batemos boca, onde eu estava com a cabeça de te criticar? Claro! Afinal de contas, você tem trinta e oito anos a mais que eu, você cresceu em algum lugar no interior do Rio Grande do Sul, onde eu posso te afirmar com toda certeza, que até hoje, as pessoas de lá crescem de maneiras totalmente diferentes das que crescer aqui, em São Paulo. Tudo era tão diferente, e por que diabos eu sempre discuto com você?
Eu não era nascida há 38 anos atrás (ainda bem, se não hoje não teria dezoito anos), mas não é difícil pra eu me imaginar em Caxias do Sul, há 30 anos atrás, não mesmo, de verdade. “Olá, meu nome é Gabriela tenho 51 anos e nasci em Porto Alegre, há 51 anos, mas quando eu era bem novinha eu mudei pra Caxias do Sul, uma cidade espetacularmente linda, eu já passei por tantas coisas todos esses anos… Claro, eu tenho cinqüenta e um anos, mas… quando eu era menina eu estudava em uma escola que…”.
Ei! Eu acabo de me dar conta que eu não consigo me imaginar vivendo há 30 anos atrás, por que eu não vivi, e eu não tenho idéia de como era há trinta anos atrás no interior, do RS!

Somos tão diferentes, por que mesmo assim, com todas essas diferenças você insiste em tentar planejar minha vida como você gostaria de ter planejado a sua?

Me queime se eu estiver errada, eu coloco minha mão no fogo (e realmente não me envergonharei de me queimar) se aos dezoito anos você sabia que depois de trinta e poucos anos você teria que lidar com uma filha gêmea adolescente que NÃO TE ENTENDE, totalmente o oposto de seus outros sete filhos (mais oposta ainda do seu irmão gêmeo), que não sabe o que quer de sua vida ainda, uma menina que nunca se deu bem com os colegas de classe (provavelmente o problema estava com ela, e não com os outros), sempre com alguma crise diferente e o pior é que não saberia lidar com você. Você realmente esperava isso para sua vida (não estou perguntando se você é feliz hoje, com essa sua filha, no caso eu, estou perguntando se era exatamente isso o que você imaginava). Será que os anos foram passando e você realizou todas as suas vontades e concretizou os seus planos? Perguntas e respostas inconvenientes, posso apostar, conhecendo você como eu conheço, mas não falaremos da sua vida por enquanto, ainda mais em um lugar tão movimentado como meu blog, vamos aos fatos.

8

de
julho

continuação

Posso começar com as formas mais fáceis de enrolar um pai? “Eu quero estudar muito, entrar em uma boa faculdade e me formar em administração de empresa, para que eu possa tomar conta do negócio da família”… Mas me perdoe, eu realmente, não sei se o que eu quero fazer, não que uma faculdade que possa me ajudar a levar o negócio de nossa família pra frente não seja uma opção, mas, quando eu me olho no espelho, o que eu realmente vejo, não é uma garota amadurecida, vinte anos mais velha, tomando conta da casa, do trabalho e do marido, quando eu me olho no espelho, hoje, eu vejo uma garota confusa, cheia de espinhas e com umas férias inteiras para aproveitar (sim, pode rir de mim, mas eu merecia essas férias, e agora que eu já estou um passo a frente do que eu estava na quarta-feira eu posso olhar para suas risadas e simplesmente ignorar, e é isso que eu farei).
Desculpa-me, mas eu preciso te dizer o que realmente vim fazer aqui, e pra falar a verdade, eu nunca tive a intenção de vir aqui pra te contar os meus planos pra daqui a doze (ou vinte) anos, e muito menos sei onde eu quero estar, mas eu sei o que eu quero fazer pra chegar lá com saúde e feliz. Não que isso não sejam um tipo de plano, mas não são planos do tipo que tem que ser compridos se não eu vou viver infeliz.

Eu tenho uma lista de coisas que eu quero saber e fazer, algumas delas são meio sonhos, e que quando eu tiver acabado tudo o que eu tenho que fazer, eu vou imaginar esses sonhos se tornando realidade, do jeito que eu imaginarei que seria.

o Eu não quero encher a minha cabeça com problemas que não podem ser resolvidos nesse exato momento;

o Eu quero sim, esse ano, estudar e não pegar recuperação;

o Quero ter meus amigos, aprender com meus erros, mas se puder, gostaria de não errar e aprender com os erros alheios;

o Olhar nos olhos de todas as pessoas que eu estiver conversando cara a cara e sentir se elas estão sendo sinceras ou não;

o Aprender a amar;

o Sentir o gosto de um amor de verdade (ok, eu tenho 18 anos, não estou falando de amor da família e de amigos, acho que nessa altura podemos falar abertamente sobre essas coisas sem você fazer comentários como “ah, que bonitinho, você quer arrumar um namoradinho”)

o Quero sentir o que é realmente gostar de alguém, e sentir que o amor é de verdade (a parte que eu nunca senti).

o Quero melhorar meu inglês e morar nos EUA, nem que seja por 3 meses.

o Eu quero conhecer outras culturas

o Quero ter chance de conhecer alguém que diga “I LOVE YOU” somente quando realmente sentir – eu te amo é muito banalizado aqui no Brasil –

o Conhecer uma autêntica princesa do mundo árabe

o Quero conhecer pessoas que participaram da segunda guerra mundial do lado de lá (do lado do “mal”) – tudo bem, eu ficarei feliz de conhecer algum membro do governo do atual EUA.

o Quero conhecer Cafú e perguntar para ele o que passou pela sua cabeça em 2002 quando o mundo inteiro leu em seus lábios “REGINA EU TE AMO” levantando a taça do mundo e conhecer Ronaldinho o fenômeno pra perguntar o que ele sentiu em 98 e em 2006 quando infelizmente, não conseguiram trazer a taça.

o Quero ir pra França, entrar no Louvre e ver a Mona lisa.

o Quero acampar no Amazonas

Quero tanta coisa, percebeu? TANTA COISA!!!! Mas… Como eu já disse, não são planos, são vontades, e eu realmente não me importo se eu não conseguir fazer isso, fala sério, a final de contas, eu teria medo de ficar de cara a cara com um alemão nazista, ou, imagina o quanto é difícil conhecer Ronaldo e ainda fazer ele tocar no assunto do fracasso, e ver Mona Lisa, qual é a graça?
Acho que quando eu tiver trinta (ou trinta a oito) anos eu volto a escrever – quem sabe eu não posso estar escrevendo pra uma revista ou jornal famoso, até lá?! – para te mostrar como eu me sinto em ter uma filha com quem eu me preocupo e não consigo dormir por estar sempre chegando tarde em casa? Eu nunca duvidei que vocês só se preocupam comigo por que vocês me amam, eu nunca duvidei do amor de vocês – ta, eu sempre achei que eu era adotada, por causa do meu irmão gêmeo ter 1,90 e eu ter 1,55 (e meio) e ser tão diferente dos seus outros sete filhos, mas nossa semelhança, minha e sua, PAI, não pode me enganar.
Eu não sei por que você pediu pra eu fazer uma redação sobre o que vai ser de mim daqui doze anos, mas eu tenho um palpite, acho que se, quando você tinha 18 anos tivesse feito um plano de vida, (por favor, não vamos falar de sua vida pessoal, mas não acho que era isso que você imaginava aos dezoito, era?! Afinal de contas, VOCÊ É CARECA! – Ai! Desculpa, eu não resisti! -), você teria criado uma filha que soubesse o que quer ser aos 30, e você só quer que eu saiba por que (PALPITE) você não sabia, e sofria muito, do mesmo jeito que hoje eu sofro, da mesma forma que esse assunto me angustiada, e tudo isso se resume em uma palavra, muito banalizada aqui no Brasil, mas que de maneira nenhuma posso banalizar quando se trata de você e de sua esposa: AMOR.

8

de
julho

Sorria, você está sendo filmado.

Eu ainda não sei por que nós estamos rodiados de beleza externa, se no final das contas, todos acabaremos iguais, e no inicio de tudo, todos nós éramos a mesma coisa, células.
De jeito nenhum quero minimizar a beleza, mas eu não entendo muito bem esse lance de TER que ser bonita, TER que ser magra, TER que ter um cabelo lindo.
Por que todos os meus amigos homens, quando eu venho reclamar que eu não tenho um namorado diz pra mim "Gabi, se você emagrecesse… Gabi… Se você cuidasse mais do seu cabelo" mas… se eles são meus amigos, certo?! Eles gostam de mim como eu sou, ou deveriam gostar, não é?! Então por que um menino não pode gostar de mim pelo o que eu sou, do mesmo jeito que os meus amigos gostam, mas com vontade de me beijar?
Eu quero dizer por que ninguém se apaixona por mim? E não, eu não vou me desmerecer, não vou ter pena de mim agora, nesse momento, não vou dizer que é por que eu sou gordinha, não vou dizer que meu cabelo me odeia, vou dizer simplesmente que se os meninos não se apaixonam por eu ser linda, ou linda do meu jeito, e sim por que eles não se apaixonam e pronto, acabamos por aqui.
A beleza está totalmente ligada as tristezas e crises da adolescência, é impossivel nós, jovens, estarmos totalmente felizes com o que vemos quando olhamos no espelho, e eu posso dizer que, não só nós como todos aqueles que já experimentaram da adolescencia um dia na vida.
Sabe de uma coisa, eu não sei ao certo quem eu sou, e o que eu estou fazendo aqui nessa terra, mas eu sei que minha natureza não quer que eu seja magra alta e com cabelo bom, e uma coisa eu tenho certeza, que se é assim que é pra ser, eu prefiro levantar a cabeça, estufar o corpo, ir até o salão de beleza, fazer minhas unhas, me depilar, pintar meu cabelo da cor que eu bem entender, fazer uma escova nele e de quando eu for sair, passar um lápis no olho e um gloss nos lábios, olhar pra mim mesma e dizer: Dancing With Myself. Eu lá preciso de meninos que fiquem me elogiando? Sou bem mais eu mesma, eu gosto do jeito que meus amigos me chamam, um por exemplo, diz que eu sou uma palhaça, eu os faço rir, e me orgulho disso, outras pessoas, perguntam "por que você consegue ser tão especial, obrigada por me ajudar hoje" e eu realmente não sei o que dizer, tenho uma amiga que diz "você é everything", e se, eu não preciso de meninos bobos que me falam que eu sou linda, eu posso te confessar que é muito prazeroso perceber que eu brilho no meio da escuridão sem ao menos ter que acender uma luz, que o meu carisma vale muito mais do que minha escova no cabelo, e… quem liga se eu tiver um pouco acima do peso?

"Mas espera, do que você está falando? Pára de enrolar e fala logo seu ponto!"

Certo. Vamos lá.
Por que nós sempre estamos em busca de uma perfeição externa, só de aparências, se por dentro não estamos realizados, de verdade? Por que nunca estamos satisfeito com as coisas que vem pra gente, com as coisas felizes que aparecem nas nossas vidas, por que sempre procuramos erros onde está certo? Acho que é por que nossa vida é simples demais e queremos sempre complica-las.
Sorte de nós, gordinhas que podemos comer tudo o que quisermos, mas mesmo assim, sempre teremos quem nos elogie, quem falem bem de nós, não desmerecendo as bonitonas de plantão, mas… Quando não somos "perfeitas", as pessoas não se aproximam de você pela sua aparencia, e sim pelo seu conteúdo, e sinceramente, não sei se eu tenho vontade de emagrecer para que os outros se aproximem de mim, eu gosto do jeito que eu sou, do jeito que eu faço as pessoas felizes (e pode crê: eu faço!). Eu não acredito que isso vá mudar sua vida, cara leitora, mas eu espero que consiga que pare para pensar em todos os lados de ter um corpo "perfeito", eu odeio pensar que as pessoas têm que ser lindas, mas o que é, sinceramente, ter uma barriga perfeita e nada na cabeça? [clichê, vamos tentar de novo]

Olha pra você, eu tenho certeza, uma jovem com seus inúmeros talentos e inúmeras formas de amar, por que você precisa ser como as outras? Por que você não levanta a cabeça, solta seus cabelos (quem se importa se eles forem do tipo palha), estufe o peito (quem se importa se eles forem grandes ou pequenos demais?)e diga: "Dancing With Myself" e se… se não tiver satisfeita, o que adianta chorar sem fazer nada, levanta a cabeça e vá se matricular numa academia, vá fazer uma limpeza de pele ou uma hidratação nesse cabelo tipo palha (o meu caso [y] ), o que não vale é se arrepender pelas tentativas e, o mais importante é não se acomodar com os ajustes dos outros, não é você que tem que se ajustar no mundo é o mundo que tem que ajustar a você, e não deixe ninguém te fazer pensar ao contrário, ok?

Dá-lhe pouca inspiração e muita enrolação.
Beijos, Gabi

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Am I a spambot? yes definately
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