Dancing with myself

Obrigada por vir me visitar, volte sempre. Gabi Pagliuca

11

de
agosto

Meu primeiro grande sonho.

Parte 1

       Nunca desista de um sonho… se vc não achar em uma padaria, tente em outra! É o que eu já li em nicks no MSN, perfil no Orkut, botecos e propagandas mas, o que parecia ser uma coisa banal, uma simples frase de caminhão, pode ter um grande significado. Mas de onde vem e até onde vai esse sonho? Até onde você pode (e quer) chegar? O que você tem que fazer pra conquistar o que você quer? O que está disposto a fazer por isso? 
       Quando eu via esse tal de sonho nos olhos e no coração das pessoas, eu tinha tanta vontade de ser igual, de ter um sonho, mas nunca tive. Quer dizer, acho que até pouco tempo atrás, meu único sonho era conseguir ter um sonho, ele não precisava ser grande, de marca, vermelho, nem mesmo precisava ser imediato e instântaneo, muito menos utópicos, precisava ser um sonho intenso.
       Esse meu "sonho" não me deixava ir a lugar algum, esse meu sonho de ter um sonho me fazia ficar de pé, com uma mala pronta, só esperando que ele aparecesse de repente e me levasse pra um outro mundo, mas ele nunca vinha… E eu nunca dormia satisfeita. Então, começou: primeiro foi minha mãe, realizou seu sonho, com muita batalha e perseverança, depois meu irmão mais velho foi buscar o sonho dele e levou os meus outros dois irmãos, para apoio moral e força física. Depois minha irmã, que chorou, se descabelou, cantou, riu, fez de tudo para conquistar um espaço onde ela queria, e eu pensando por que eu era a única que não conseguia realizar um sonho (no meu caso era ter um sonho)?
       Mas eu não tinha sonho, quer dizer, agora eu tenho, por que eu me dei conta que eu tenho vontade de evoluir, de pegar técnicas, de ter conhecimentos suficientes para poder escrever sobre tudo e mais um pouco, tenho o sonho de escrever e que todos pudessem ler, pois ninguém escreve pra ninguém ler (só no caso de diários e afins). Sim, estou praticamente decidida que eu quero fazer faculdade de jornalismo, fazer um bom curso e me esforçar para recuperar o tempo perdido, aquele tempo que eu andei sonhando em ter um sonho!
       Não posso negar: agora que eu tenho um sonho eu estou um pouco insegura sobre o que fazer com ele, mas talvez até seja normal ter essa incerteza, por enquanto. Eu acho que eu já dei dois passos pra frente e muito importantes contra essa insegurança (esse blog e inscrevê-lo no concurso da revista Capricho) mas eu estou com medo de falhar, medo que de repente esse sonho seja frustrado ou simplesmente da noite pro dia se dissolver na minha mão como uma pedra de areia e não conseguir fazer nada contra isso. 
       Da onde vem esse sonho? É a jornada de uma menina sem sonhos para uma mulher com sonhos e ao mesmo tempo com os pés no chão e decidida. Tudo começou em novembro do ano passado, quando uma professora de português chegou na escola para dar um curso com umas cinco ou seis aulas (chamadas de Laboratório de Redação) para alguns alunos somente, os alunos que foram "convidados". No primeiro encontro lemos um pouco e a professora pediu para que terminássemos o texto que ela passou do nosso jeito, usando nossa criatividade, fiz o que ela pediu e fiquei tranquila, mas nada em especial. Na outra semana, na aula, ela nos deu uma apostila explicando as regras e como se construia uma crônica, e era pra gente fazer uma crônica seguindo os padrões escritos lá, sobre qualquer coisa, real ou não, mostrei pra ela uma prévia, um rascunho, ela leu e achou interessante, apontou alguns erros mas disse que uma passagem foi bem escrita por que dava ênfase a crônica (algo assim, sem aquela frase, a crônica não estaria completa!), levei pra casa, e fui escrever o que faltou.
       Na outra semana eu não compareci a aula mas pedi a uma amiga que entregasse a "Congraçando"  para a professora, por não ter ido na aula, não ouvi nenhum comentário sobre o resultado do meu trabalho nem li nenhuma redação dos meus colegas naquela semana! Na outra semana, a professora me entregou a redação corigida e com uns 8,5 de nota (ok, pra mim 8,5 é muita coisa!) ela me parabenizou, disse que estava muito bem feita e queria uma cópia e ainda mais: disse que se não tivesse visto eu fazendo o rascunho, ela ia achar que eu peguei da internet. Foi a segunda coisa mais legal que eu ouvi sobre o meu pseudo-talento na minha vida, só não foi a primeira coisa por que meu amigo deixou um comentário no meu blog muito mais legal, ela fica com o segundo luga, mas eu fiquei feliz de ter escutado aquilo da professora, isso por que pra mim, eu havia sido convidada para participar desse laboratório exatamente por NÃO saber escrever (grande dúvida eterna na minha vida: o motivo de eu ter sido convocada).
       Todas as portas pra esse caminho pareciam estar fechadas pra mim, o caminho de escrever, mas de repente, eu mostrava pras pessoas, e elas gostavam, me elogiavam, e eu via uma energia positiva em minha direção, algo chegando cada vez mais próximo e um sonho, como se fosse um feto, nascendo. Eu estava quase conseguindo o meu sonho de ter um sonho.

Arquivado em: Meus Textos I

2 Comentários »

  1. Comentário por Junia — 11 de agosto de 2006 (17:58)

    Lindaa *.*

    Amo amo amo vc!!

    sonhoo sonhooo…

    vc eh um sonho gabii
    menina perfeita!

  2. Comentário por ludi — 12 de agosto de 2006 (18:00)

    gabi!
    TI AMU mto!
    valew por td miga!
    ti keru do meu ladu por myo tempo amore.ah.seu blog tah mto animal!=)

    ti amu
    bjoks*

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